quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Arsenal visitante temporada 2007/08.

Esse é um short pouco usado pelo time inglês. Faz parte do segundo uniforme.
O mais comum é ver o Arsenal usando a camisa vermelha e o calção branco. Mas este short, apesar de opaco, e simples tem alguns detalhes que o deixam com um visual bonito.
É feito de poliéster, apesar de parecer algodão, de tão opaco, com tecnologia dri-fit da Nike.
É bordô e tem nas laterais, uma fina faixa branca que começa um pouco abaixo do elástico desce até a barra, com corte em V nas laterais. Uma faixa mais fina ainda (e esse detalhe eu achei muito legal), em caramelo, circunda a boca das pernas.
O cordão, na parte interna, também é da mesma cor.
Esse caramelo é uma das cores do brasão do Arsenal: a cor do canhão e do contorno. Achei simples e bonito. Eles souberam usar uma cor de detalhe mantendo-a como detalhe, valorizando o calção.
Esse brasão vai na boca perna direita e o logo da Nike na direita.
Eles podem dizer que a cor é dourada, assim como a Austrália usa o verde-e-amarelo e diz que é "green-and-gold", mas pra mim isso é caramelo. "Caramelo" é cor aceita no Stop... ;-)
Talvez a traseira fique devendo algum detalhe, mas ainda assim é um short legal, apesar do tecido. Esse calção custa em torno de £14,99 a £19,99 lá na Europa.
Para o lançamento desse uniforme, no meio de 2007, a Nike utilizou as estações de metrô londrino. Não entendi muito bem porquê...
Criou-se até uma polêmica, na época, em blogs e fóruns de futebol se este era realmente o novo uniforme do Arsenal. Alguns disseram que a foto parecia photoshopada e não podia ser esse o novo uniforme.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

U.D. Salamanca temporada 2007/08.


Voltando aos shorts de futebol, que, por sinal, estão na frente na enquete sobre os posts do blog. E lembrando que dá pra votar em mais de uma opção, blz?
Este post é sobre o segundo short do Unión Deportiva Salamanca, um time espanhol.
Eu tenho preferência por shorts pretos, como o do primeiro uniforme, mas neste caso, o segundo me pareceu mais legal.

O short é de uma marca chamada Mobel, que fechou contrato de três anos para fornecer material para o time.
Enquanto a camisa é mais justa ao corpo, o calção é folgado. Feito de malha de poliéster, o short é parecido com o da temporada anterior, mas é mais elaborado. É branco com detalhes em preto nas laterias, que começam logo após o elástico e terminam em ponta voltada para frente do short, como tem sido tendência ultimamente, vide os shorts do LA Galaxy e do Chelsea temporada passada. Mas aqui a faixa pára antes do meio da coxa.

O elástico, assim como faixas na bainha, são em laranja. Tanto no short preto quanto no branco, linhas laranjas contornam a frente do short, próximo às laterais, até a bunda.
O brasão do time vai na boca da perna perna direita e a logo da Mobel vai na esquerda.
Tem um certo brilho e o elástico um pouco mais largo e menor em relação ao quadril lembram um pouco os shorts "sampdoria" já comentados aqui.

Custa €24,50 na loja online do time.

A foto acima, meio jogada, é do próprio site... O vendedor simplesmente deve ter pego um short, jogado em cima do balção e batido a foto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

BBB8. Short brilhante Nike.


Este post é sobre um short que foi lançado por volta de 2002/03, de um nylon muito bom, bem próximo dos shorts retrôs da década de 80. Esse é um dos últimos calções fabricados com tecido assim.
A Nike acertou a mão e mandou muito bem nesse short, que é para futebol, mas aqui no Brasil, claro, o povo usa direto e também foi usado pra academia, passeio e pra ficar em casa.
Este é um dos shorts que fazem parte da minha coleção, branco com faixa em azul. O mais comum era o preto, e, até ter o meu, nem sabia que havia de outras cores.
Sem ser o que eu tenho, não tinha mais visto desses shorts há uns 4 anos atrás até que, zapeando de noite na TV (sempre que se fala "zapeando" parece mentira, mas, nesse caso, foi real) vi o short sendo usado no Big Brother. O participante Felipe tem um short azul, como esse da foto, que usa de vez em quando e que deve aparecer na edição de hoje do programa. Dá pra conferir no link para o vídeo, acima.
Não sei se ele usa só pra ficar em casa ou na piscina também.
Esse short é fabricado na Malásia e o tecido á 100% nylon , com um brilho acetinado muito bom e um toque bem macio. Possui cordão e sunga interna. Descendo as laterais e em torno das bocas das pernas, logo acima da barra, uma faixa preta com bordas brancas dá um visual muito bonito ao calção.
Há corte em V nas laterais e o logo da Nike, em branco (em preto, no caso do meu calção) vai na boca da perna esquerda.
Ao contrário do senso comum, pra quem coleciona é legal ver que outra pessoa tem um short igual ao seu. O mesmo vale para camisas de futebol, tô certo ou tô errado? Foi legal quando vi o "brother" usando.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Sneakers e shorts. Post 2.

Ainda sobre tênis e a onda de consumo.
O fetiche por tênis (seja lá qual for a acepção da palavra) é uma moda dos EUA e na Europa, onde os tênis são realmente mais baratos e as pessoas tem poder aquisitivo para comprá-los e manter coleções de dezenas e centenas de modelos. Por lá, há várias pessoas, na esmagadora maioria, caras entre 25 e 35 anos, que tem verdadeiro carinho/tesão por seus tênis. Há também mulheres, mas estas sempre costumara comprar mais sapatos e sandálias do que os homens. Esses são os snekersheads ("loucos por tênis", numa tradução livre, e "cabeças de tênis", na tradução literal).
Aqui no Brasil, os sneakerheads tem seu ponto de encontro no site (antes só blog) Sneakers BR. O autor do site já deu festa em casa noturna com o tema em São Paulo, organizou uma exposição e foi matéria de algumas mídias. Mostrando que aqui e ali, há compulsivos por tênis no país que mantém suas pequenas coleções.
Mas o tênis no Brasil é caro. Em países de terceiro mundo, os sneakers tornam-se artigo de luxo. Como conseqüência, mesmo as marcas brasileiras mantêm os preços altos, numa deturpação da economia de mercado: a procura aumenta, mas o preço se mantém alto graças a status do produto.
Quem viu o programa Extreme Holywood do E! Channel sobre as extravagâncias das celebridades viu que têm tênis que são cravejados de cristais e brilhantes e custam o olho da cara. Tudo bem, são modelos únicos de colecionador. Mas os comuns são mais baratos. Já aqui, a coisa muda. Enquanto alguns modelos não chegam a U$50 nos EUA (a coluna da Monica Bergamo na Ilustrada de domingo, da Folha de São Paulo, do início do mês, mostrou que, no outlet (ponta-de-estoque) da Nike de Nova York, dá pra encontrar tênis por U$ 5,00) aqui eles custam R$200,00, até R$400,00. Os caras que gostam vão comprando e não tão nem aí.
A sneakerculture também leva as marcas a lançarem modelos e mais modelos, um atrás do outro, alguns com tiragem limitada.
Os tipos de tênis de skate, adaptações de chuteiras para o dia-a-dia, os de basquete (como o das foto), os vintage (retrôs).
A tecnologia vai melhorando, não só em favor do conforto e do desempenho, mas também em favor da estética e do prazer.Toda esse avanço parece ser feito em detrimento dos outros produtos das marcas: camisas, shorts, bermudas, calças. Basta ver as reclamações sobre os tecidos das camisas de futebol em blogs sobre o assunto para constatar o descaso de algumas marcas com os uniformes. Aqui no blog dou uma reclamada sobre a baixa qualidade dos shorts de 2000 pra cá (época que as marcas se tocaram do seneakerfetish).
Quem se preocupa com a qualidade do que compra e às vezes paga caro, tem mais é que reclamar.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Tênis X Shorts (ou Sneakers X tudo o mais).

Já perceberam que, de uns tempos pra cá, você não consegue entrar em uma loja de esporte ou de surf sem ser oprimido por aquela parede de tênis que começa na entrada da loja e se espalha por todas as seções da loja? Que você anda pelas ruas e é bombardeado por tênis gigantes em outdoors (bom, exceto em Sampa, por causa da Lei Cidade Limpa...), nas estações de trem/metrô, pontos e traseiras de ônibus? Que você abre o jornal ou a revista e salta um anúncio de tênis em cima de você? Liga a TV e vem um close de tênis em algum videoclipe americano (especialmente se for clipe de rap/hip hop)? Que, de uns tempos pra cá, as coisas não eram assim?
um outdoor usado numa campanha de marketing (olha a metalinguagem)
Em lojas online, seja de artigos esporte ou não, a mesma coisa. Os tênis os ganharam até categoria própria no menu e, enquanto você navega pela loja eles estão sempre lá em algum banner.
É... a onda "sneakers" está chegando com tudo no Brasil. As marcas estão todas apostando no fetiche por tênis (seja qual for a acepção da palavra). Graças ao tesão que os sneakerheads norte-americanos e europeus tem por seus tênis.
As campanhas publicitárias passam a ser mais agressivas e massivas, com sutil apelo sexual. O negócio chega a tal ponto que marcas como a Nike, digladiando-se com a Adidas para nos empurrar mais tênis que a concorrente, lançou em agosto do ano passado (2007) a chuteira Nike T90 com o slogan Put it where you want to (Ponha-o onde você quiser). O sentido é o de pôr a bola onde você quiser no campo, mas dá pra entender que pode ser o tênis? No comercial o tênis espirra água ao ser chutado, apesar de o jogador estar completamente seco. Muitas propagandas de tênis tem usado água...
a campanha do Nike T90
Já a Umbro lançou uma chuteira com o nome SX (pronucia-se "ess ecs", trocadilho fonético para "excesso" e literal para "sex"). Em uma outra campanha de marketing, a Adidas usa o Kaká para oferecer uma chuteira.
a campanha da Adidas e o wallpaper da Umbro
Ao entrar nos sites das marcas esportivas a primeira coisa que aparece são os tênis. No da Umbro, a maioria dos papéis-de-parede são de chuteiras e, como comentei em outro post, em um dos wallpapers há três jogadores, sendo que um deles está olhando para a chuteira de outro (repare que não é para a bola).
Tá certo que marcas como a Adidas e a Puma começaram como fabricantes de calçados lá no começo do século XX, mas esses dias vi que até a Mormaii foi levada pelo bojo da onda sneaker e lançou alguns modelos.
A norte-americana Ecko vai no mesmo rumo. Acho meio injusto. Outras marcas gringas como Etnies, DC e Arkadian deveriam investir em roupas também, então.
As roupas que se salvam são as de streetwear e de skatewear que tem melhorado porque estão diretamente ligadas à sneakerculture gringa. Aí, nesse caso, salva-se a And1 sendo a única que lanças tênis e roupas legais.
Não tenho nada contra sneakers, acho até legal e comento de vez em quando aqui. Só acho que eles podem viver em comum acordo com as outras roupas (esportivas, moda praia, etc.). Sem empurrarem nada nem captarem todos os recursos das marcas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Rocky III. Último post da série.


Fechando os comentários sobre a série (que tem ainda Rocky V e Rocky VI, lançado em 2006 (alguém viu?)), este post comenta o calção do terceiro longa, Rocky III, O Desafio Supremo, de 82.
Depois de já ter feito uma cerreira de sucesso, ter ganhado fama e dinheiro, Rocky sofre uma humilhante derrota para contra Clubber Lang (Mr. T) e pensa em se aposentar e pendurar as luvas. Sem seu treinador original, Rocky acaba sendo treinado pelo seu antigo rival Apollo Creed (depois de tanta porrada, acabam virando amigos) para ver se consegue derrotar Clubber Lang numa revanche.

Um dos shorts que Rocky usa nesse é o negativo do usado no filme anterior: amarelo com detalhes em preto e o nome do pugilista na boca da perna esquerda. Só a barra que não é em preto, permanecendo amarela como o resto do calção. Um calção muito bonito, por sinal (mais bonito na foto só do calção do que na foto da cena do filme), acetinado e brilhante. Mas acho que ainda prefiro o preto.
O outro calção usado já é um pouco mais elaborado: preto com detalhes em amarelo, o short não só tem um brilho bonito como conta com o nome de Rocky na parte frontal do elástico, escrito em preto, e um brasão do "italian stallion" (o "garanhão italiano", no caso, é a alcunha de Rocky, mas essa palavra não tem a mesma conotação em inglês que tem no português, ok?) com um cavalo bufante em amarelo.

O curioso é que, no cartaz do filme, Stallone não está usando nem um nem o outro short. Tá com um calção preto de cetim qualquer e o cinturão de campeão.
Outra coisa sobre o filme é que, quando se pensa em Rocky, um lutador, lembra-se logo da música do filme, "Eye of the Tiger", não é? Pois é, é desse terceiro filme que essa música integra a trilha sonora. Ela é do grupo Survivor e ficou no topo das paradas na época e hoje virou trilha sonora relacionada a qualquer luta de boxe. É Hollywood influenciando o inconsciente coletivo...
Achei interessante comentar os calções do Rocky não só porque é uma referência cinematográfica para um blog que fala sobre short, mas porque o filme conta com muitos fãs interessados em toda a série de filmes e tudo relacionado a isso. O personagem ganhou até uma estátua na Filadélfia, cidade onde se passa a história.


criador e criatura

Principalmente nos EUA, os fãs se interessam pelos shorts, roupões e as luvas usadas no filme, pelos pôsters, pela história dos personagens e, claro, pela trilha sonora. Rocky e Ivan Drago até se tornaram fantasia de Dia das Bruxas.


.

encararia ir a uma festa à fantasia assim?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Rocky II. Calção do filme.

Ainda na referência cinematográfica. Em Rocky II, de 79, Rocky (Stallone) se afastou dos ringues após vencer o título de pesos pesados contra Apollo Creed (Carl Weathers). Ele anuncia sua aposentadoria (ah, tá bom...) e o filme foca o seu casamento e vida familiar.
Mas, o público quer uma revanche e Rocky volta a se preparar para enfrentar de novo seu grande oponente, Creed.

O short do filme já apresenta alguma novidade. Com o sucesso do primeiro longa, o segundo calção ficou mais elaborado: de um preto brilhante muito bonito, o calção tem não só o elástico e as faixas laterais em amarelo, como também a barra é nessa cor. Foge do padrão das cores da bandeira americana. Sempre curto, tem corte em V nas laterais.
O nome Rocky aparece escrito em fonte cursiva (se você reparar no "R" vai ver que parece o logotipo do Robin, do Batman) na boca da perna esquera. Afinal, é uma revanche com o campeão, o calção precisa ser mais elaborado.
Acho um calção muito bonito, mais do que o do terceiro filme, mas menos do que o short vermelho do Ivan Drago, meu favorito.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Rocky, um lutador. Calção do primeiro filme.

Continuando no tema do filme, sugerido por um leitor do blog, agora é a vez do filme um da série.
Em primeiro lugar, o nome do filme: "um lutador" ou "o lutador"? Sempre achei que fosse "o lutador", mas a entrada no Wikipédia e o nome na capa do DVD está como "um lutador". Na época do lançamento no Brasil, ele provavelmente ainda devia ser "um" qualquer antes de virar "o" lutador de hoje... ;-)
Lembrando que esse é o título brasileiro. Lá pros nossos patrícios portugueses, o filme chama apenas Rocky.
Pra quem ainda não sabe, o filme foi escrito pelo próprio Stallone após assitir a uma luta de boxe.

Óbvio, Stallone vendeu os direitos de produção do filme, mas exigiu interpretar o personagem principal: um boxeador da Filadélfia que quase descamba para o crime, mas no final se esforça pelo esporte. Ele também dirigiu o filme.
Acabou ganhando três Oscars e angariando muitos fãs pelo mundo.
Custou pouco mais de U$ 1 milhão. Rende royalties até hoje...
Nesse primeiro filme o calção que Rocky usa nas lutas é bem simples: curto, como todos da época (o filme é de 76), branco com o elástico vermelho. Duas listras vermelhas descem pelas laterais terminando no corte em V. O tecido acetinado branco dá um visual muito legal, apesar da simplicidade. O toque também é sedoso.

O roteiro do filme também era simples, apenas a história de vida e luta pelo esporte de um pugilista. Rocky ainda não tinha as pretensões de herói norte-americano que vão aumentando nos outros filmes e culminam em Rocky IV. Mas o short patriótico e espalhafatoso que ele usa na luta contra Ivan Drago (Dolph Lundgreen), do quarto filme, já aparece aqui, como o calção de Apollo Creed (Carl Weathers), o oponente de Rocky na disputa pelo título de peso pesado.
Stallone, depois desse filme, ainda se transformou praticamente em um G.I. Joe em outra seqüência de filmes: Rambo.
É engrçado notar que todos os oponentes derrotados por Rocky são negros até o quarto filme. Talvez pela supremacia dos afro-americanos no esporte, mas, infelizmente, eles não chegam a vencer uma luta...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Short de boxe. Calções do filme Rocky IV.

Eu estava esperando alguma luta importante ou algum evento do tipo para comentar sobre shorts de boxe, mas por sugestão de um leitor do blog que achei muito legal, antecipei o post e vou falar dos shorts de boxe dos filmes Rocky.
Vou começar pelo filme Rocky IV por dois motivos: primeiro porque lembro que gostei muito do short vermelho do "vilão" do filme na época, e, segundo pelo contexto político implícito no filme (para a época, porque para quem vê o filme hoje, tá mais do que explícito a tensão da Guerra Fria ali).
Primeiro é preciso falar sobre os shorts de boxe em geral, que, até pela característica de espetáculo que ganha em Las Vegas, nunca perderam o brilho. Hoje em dias os shorts variam muito de tamanho, dependendo do lutador, indo de curtos a parecidos com os de muay thai a até mais largos, além do joelho. Mas todos mantém o tecido brilhante (cetim ou nylon), que fez com que muitos colecionadores começassem a migrar seu interesse ao shorts da luta, uma vez que os de outro s esportes já não eram mais feitos com tecidos assim.
O elástico é grande na cintura, normalmente é usado logo abaixo do umbigo (mas já vi lutador usando mais baixo). Bem presos por uma série de elásticos fortes, esses shorts não tem cordão para amarrar, como acontece com alguns shorts de muay thai.
Os shorts do filme - O plot do filme é o aparecimento de um novo desafiante para Rocky (Sylvester Stallone (preciso dizer?)), vindo da poderosa União Soviética. Como todos os shorts da época (o filme é de 85) o corte era mais curto. Claro que boxeadores normalmente usam o short na altura do umbigo, mas a boca da perna era alta, como nos outros shorts, ficando pouco abaixo da linha da bunda.
Calção Ivan Drago amarelo - Ivan Drago (Dolph Lundgreen) vai ao Estados Unidos desafiar Rocky para uma luta de apresentação em Las Vegas. Quem acaba lutando contra ele é o ex-campeão e amigo de Rocky, Apollo Creed (Carl Weathers).
Na luta Drago usa um short de nylon dourado com detalhes em vermelho: o cordão e duas listras laterais.
O símbolo da revolução comunista e, por extensão, da União Soviética, a foice e o martelo, acompanhados de uma pequena estrela, aparecem discretos na boca da perna esquerda.
As laterais possuem um pequeno corte em V.

Calção dos Estados Unidos (Rocky/Creed) - O oponente Creed (no canto esquerdo, não podia deixar de falar essa) usa um espalhafatoso calção nas cores da bandeira dos Estados Unidos. Como se não bastasse o listrado em branco e vermelho, as laterais e a barra do calção tem uma faixa azul com estrelas brancas, bem ao estilo patriota norte-americano. O elástico também é azul. Um verdadeiro carnaval...
Como Creed perde a luta (não vou dar mais detalhes para que ainda não viu ou não se lembra), Rocky vai treinar na Sibéria para ver se consegue derrotar o super atleta soviético.
Calção Ivan Drago vermelho - O que eu achei mais legal de todos.
Na luta em Moscou, onde Rocky pretende vingar Creed e demonstrar a supremacia norte-americana, Ivan Drago usa um calção com a cor do comunismo e da União Soviética, o vermelho. O shorte é o mesmo, como se fosse um negativo do calção dourado, com as cores invertidas. Mas essa versão em vermelho é simplesmente show de bola.
Rocky, claro, usa o mesmo calção do seu amigo derrotado e nas cores dos Estados Unidos.

Assim como em todo o período da Guerra Fria, fica implícito a tensão entre as duas potências (Rocky/Drago - EUA/URSS) com trocas de ofensas e provocações mútuas. Isso claro, do ponto de vista dos EUA e, especificamente, de Holywood, o que dá margem para uma série de clichês (os EUA nunca perdem, dão sempre um jeito de ganhar), mitos e preconceitos (o "super atleta" soviético, o "mistério" de como a URSS funciona realmente).
Para quem curtiu e se interessou, o leitor também não deixou de vender o seu peixe e deixou o link para sua loja online de réplicas dos shorts do filme Fica aqui o link: Roupas Rocky Balboa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Short And1 Diggy Game.


A And1 realmente mata à pau em termos de street/skatewear. Esses três shortões não só são bonitos, como também confortáveis. Com opção de cores: branca (o primeiro, ali em cima, parece cinza, mas é branco) e preto.

Feito em poliéster opaco, uma faixa brilhante sinuosa sobe as laterais do short. Dentro da faixa, um jogador de basqute de uniforme veremlho preparando-se para enterrar (Diggy Game é o nome do short).
No short branco e preto, uma linha vermelha contorna a faixa brilhante. No branco e azul, a linha é azul e no preto, ela é branca. Só esse detalhe já dá um visual bem legal ao shortão.
Além disso há o detalhe em outra cor na parte nas barras, e atrás, atravessando o alto da bunda, também em tecido brilhante.
Na lateral, o jogador em estilo de comics norte-americano em cinza com seu shortão variando a cor (até com ess detalhe a marca cuidou).
A marca costuma fazer shorts com opção de cores. Gosto disso. Gosto quando posso escolher. Os tamanhos vão de M a EEGG (ou XXLL), mas normalmente você encontra L ou XL à venda.
Pra quem curtiu, os shorts estão à venda em vários estados Minas, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Sta. Catarina, São Paulo. É só dar um conferida no site da Adn1 Brasil que tem em quais lojas cada modelo e até o telefone das lojas disponível. Mas o preço é salgado: na faixa dos 160 paus. Tem gente que prefere pagar isto em um tênis. Eu prefiro num short.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Real Murcia temporada 2007/08.

* I would like to begin this post with special thanks to this blog visitors from France and Finland. Thank you for reading. Hope you enjoy this blog and it can be useful, although some of you can't read portuguese.
.
Mais uma cor não usual em uniformes de futebol. A princípio, por este layout do uniforme, parece um verde comum, mas o uniforme secundário do Real Murcia, da Espanha, está mais pra um verde-abacate.

O uniforme principal não apresenta muita novidade e o short é o mais simples possível. Mas o short de visitante inova pela cor, que na minha opinião, é uma cor bem legal, longe das cores cítricas fluorescentes que vem sendo lançadas por alguns times.
O time resolveu resgatar o verde, cor que usou em sua primeira partida oficial em 1920, quando se classificou para o Campeonato Espanhol daquele ano sob o nome de Levante Fútbol Club de Murcia. Ao que parece, o tom avermelhado surgiu no ano seguinte quando o empresário do ramo de pimenta decidiu que a cor da camiseta deveria ser grená.
É um short simples do de fabricação própria (Cajamurcia), ou seja, o próprio time produz os uniformes que usa, coisa impensável aqui no Brasil, mas que acontece também com o Atlhetico de Bilbao e o Mallorca, ambos da Espanha também.
Na boca perna direita vai o número do jogador em branco, numa fonte que lembra a Comics San. A parte de trás não apresenta nenhum detalhe.
O cordão é branco e fica na parte interna.
Ao contrário do que mostra o layout oficial do próprio site do time, o detalhe das linhas laterais não são em amarelo, mas em branco. A faixa branca nas laterais também é bem menor do que o mostrado no desenho. Estranho que a fonte oficial tenha se enganado...
Na boca da perna direita está o brasão triangular comemorativo dos 100 anos do time (1908-2008).
No geral, gostei fo short.
Custa €23,50 na loja oficial, mas, como não há loja online, só viajando pra Espanha...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Carlisle temporada 2006/07.


Parece a bandeira da França, não é? Ou pelo menos o short do uniforme de algum time francês, mas esse short é do Carlisle, do Campeonato Inglês, da temporada passada.
Essa combinação é bastante incomum, uma vez que França e Inglaterra são tão rivais quanto Brasil e Argentina. Seria como se algum time brasileiro resolvesse fazer um uniforme listrado azul celeste. Bom, será que o patrocínio da Le Coq Sportiff teve alguma coisa a ver com isso? Ato falho? Patriotismo inconsciente? Gozação deliberada? Vai saber...
No geral, o uniforme até ficou bonito: as três listras do short acompanham as da camisa, dando um desing bem legal. Mas não tem jeito... pra um time inglês, lembra muito a bandeira da França.


O logo da Le Coq vai na boca da perna esquerda, na cor da igualdade... digo na cor branca... com o número do jogador, em vermelho, logo acima.

Na boca da perna direita vai o brasão do time, sobre a parte azul. A cor da fraternidade... ops, o vermelho, ficou sem nada.
Corte em V nas laterais e, bem atrás, no lado direito, o logo do pratocinador em branco, posicionado na vertical (uma alternativa para o tradicional posicionamento no alto da bunda).

Um short no geral bonito, mas feito em malha de poliéster pesado, opaco e áspero. Tragam o nylon de volta!! Retroceder pra época do algodão não dá!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Short retrô. Adidas anos 90.

Fechando a semana e os posts sobre os shorts retrô, vou falar sobre o short que sucedeu os "beckenbauer" da década de 80.
A década passou e as roupas foram mudando. O uso do tactel e do poliéster começavam a aparecer nas bermudas, principalmente as de surf. Estas começavam a se popularizar como vestimenta para o dia-a-dia aqui no Brasil, tomando um espaço antes ocupado somente pelo short. Já este, foi aumentando o tamanho.
Do início dos anos 90 até meados da década o short ganhou o comprimento desta da foto ao lado (um preto, clássico). Ainda era curto, parando antes do meio da coxa, mas já não cobria somente a altura da bunda como os de antes.
O nylon seguiu sendo usado, firme e forte. O fato de o tamanho dos short ter aumentado e de as camisas também passaram a ser feitas de nylon me faz pensar que talvez o preço do produto tenha barateado. Mas é só conjectura...
O brilho e a maciez insuperáveis foram mantidos, mantendo a tradição de roupas esportivas no estilo.
Nessa época entre os times patrocinados pela Adidas estava o Sampdoria, da Itália. O short acabou se popularizando na Europa como "sampdoria shorts" em função disso.
Na foto do short púrpura da pra notar bem como o comprimento da perna aumentou. O bolsinho traseiro continuava lá. O corte em V estava lá, como dá pra ver nesse short e no da foto de abertura.
As três "listras-logo" da Adidas que antes iam da bainha o cós, agora paravam no elástico. E o próprio elástico sofreu ligeira mudança, ficando mais largo do que nos modelos da década anterior.
o bolso pequeno na parte de trás permanecia
as cores, claro, variavam, mas o vermelho e o preto são os mais clássicos
O corte continuava quadradão. Os modelos mais antigos tinham o logo trifólio com o nome da empresa embaixo. Os mais novos tinham a três listras no formato triangular, além do nome "adidas".
O caimento ainda era um pouco justo, mas já se aproximava dos modelos de shorts atuais.
Onde encontrar short assim? Que eu saiba só em sites com o ebay, porque não vi nada no Brasil, nem sequer no Mercado Livre que venda esses clássicos da Adidas.
não entendo porque não fazem mais shorts assim...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Short retrô. Puma anos 80

Ainda no onda retrô, outro short que foi popular, não tanto quanto o da Adidas, foi o modelo da Puma.
Para tentar abocanhar a fatia de mercado que estava sendo pega pela Adidas, a Puma também lançou modelos no mesmo estilo: curtos, macios e com a "novidade" do nylon brilhante.
Claro que outras marcas como Erima, Le Coq Sportif, a Penalty, que tinha uma outra logomarca na época, e até a Topper, que forncia o uniforme do Brasil, foram na onda do novo tecido, mantendo o tamanho que já vinha da década de 70. Todos os times e seleções passaram a usar o nylon, que como eu disse, passou a ser associado a roupas esportivas. Do esporte para o dia-a-dia foi um pulo. Ainda mais no calor do Brasil.

quase o mesmo da Adidas, o short da Puma diferenciava nas laterias
O short era quase o mesmo do da Adias: bolsinho clássico atrás, sem sunga interna, cordão branco não importando a cor do short e corte em V, porque com pernas tão curtas era preciso fazer um corte pra facilitar a passada.
A diferença era a ausência das três listras clássicas, claro. No lugar da marca registrada da rival, a Puma produzia shorts com uma faixa nas laterais, que fazia uma curva para dentro nas bocas das pernas. Isso dava ao short um ar menos quadradão, mais redondo.

alguns modelos clássico da Puma, com nylon levemente diferente
O tecido, apesar de ser nylon, era um pouco diferente do da Adidas: brilhante, mas menos flexíves, espessos. No lugar do clássico simbolo trifólio da Adidas estava o puma saltando com o nome escrito em baixo. Na época, o bicho não era um ícone tão identificável quanto é hoje em dia.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Short curto no verão.

Falou e disse.
Já tinha comentado no post sobre verão dos shorts curtos, retrô da década de 80.
No domingo pela manhã, postei sobre o short retrô da Adidas.
E no domingo de noite? Matéria no Fantástico sobre a volta do short curto na moda masculina de verão. Também no mesmo horário, em uma matéria reprisada no Vitrine (de 27 de março), na TV Cultura, sobre um desfile com jogadores de basquete na loja da NBA em Nova York, um dos jogadores da velha guarda comentou à viderrpórter que ele se sentia mais elegante e à vontade com o short curto e que achava engraçado que agora a moda era larga e folgada.
Moda sempre demora para pegar. É como gíria. O jeans lavado demorou, mas tá aí até hoje. A calça cápri, de antes ainda, também está aí, com modelos skate e praia, firme e forte.
Nos próximos verões o short vai tender a encurtar. Mas acho que isso não pega. Só se alguma grande marca fizer campanha massiva, ou o esporte voltar a fazer shorts curtos. Senão, o pessoal não aceita. A falta de opção também vale. Era o que acontecia nas décadas de 70 e 80: tinha short e até bermuda assim.
A matéria do Fantástico até comentou sobre o short da seleção dá década de 70 (eu não disse que todo mundo lembra desses shorts, nem que seja em imagens de arquivo?).
os clássicos azul e branco da seleção
Porém, os shorts atuais da matéria tavam mais pra bermudas curtas do que short. Alguns tinham até cinto! Quem coleciona, sabe a diferença.

as bermudas da matéria do Fantástico

isso pra mim é bermuda, não short!


já isso aqui é cueca de pijama... (também da matéria)
E o nylon, que é bom? Brilho e maciez é que precisam acompanhar a onda retrô. Algodão e jeans não dá. As marcas esportivas alegam que o nylon e outros tecidos sintéticos como o poliéster impedem a transpiração? E daí? É bonito. Faça para pessoas comuns usarem. Os "sneakers" da década de 80 não absorviam impacto nem tinha especificidades pros diferentes tipos de pegada, mas não tão eles aí de novo nas lojas, sendo vendidos?
Dinheiro e mentes pensantes eles tem pra desenvolverem uma tecnologia pra dar um jeito nisso.

só algumas marcas e o louco go Jean-Paul Gaulties lançaram shorts no estilo nylon, mas isso dificilmente vai pras lojas
A matéria também falava de camisetas decotadas e as tais mega-bolsas (aquilo pra mim tá mais pra mala), mas isso eu não vou nem comentar...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Short retrô. Adidas anos 80.


Primeiro final-de-semana do ano, primeiro post do ano. E, pra começar com o pé direito, vou falar de um assunto que já queria comentar há algum tempo: short retrô. No caso, da Adidas.
Já comentei em um e outro post sobre este tipo de short, mas acho que ele merece um post especial. Quem é louco por short tem nesse modelo de calção um grande sonho de consumo.
Todo mundo conhece esses shorts pois já usou ou viu em imagens de arquivo na TV ou em fotos de família alguém usando. São aqueles clássicos shorts curtos da Adidas que não chegavam nem à metade da coxa, cobrindo só até a bunda.
Voltando aos anos 80, a década-ícone da brega, do kitsch e do exagero, algumas coisas se salvaram como objetos de desejo e são cultuadas até hoje. Taí o Alamanaque dos anos 80 pra provar isso. Em termos de moda os tênis clássicos da Adidas, como os das fotos abaixo e o modelo Beckenbauer (ao lado), estão até sendo fabricados de novo em função da demanda dos sneakerheads que gostavam daquele visual vintage.
tênis e short retrô anos 80: combinação imbatível para alguns
Nos esportes, os uniformes dos times de futebol eram feitos de algodão até a década de 70, mais ou menos, como os shorts aí debaixo.
quando ainda era de algodão
seleções: Brasil, Alemanha, Argentina
Até que, em meados daquela década, começaram a surgir os primeiros shorts feitos com tecido sintético: o nylon. Isso foi uma revolução. Os shorts de nylon atingiram seu auge durante a década de 80.
algumas seleções que usaram o short da Adidas
A partir do uso do nylon, as roupas esportiva passaram a estar associada à tecidos sintéticos macios, confortáveis e normalmente brilhantes. Pergunte a qualquer colecionador de shorts ou de camisas de futebol. Até a década de 90 os tecidos dos uniformes tinham uma qualidade muito melhor do que hoje em dia.

Short Adidas beckenbeauer - de meados da década de 70 até o fim da década de 80 este foi o short mais popular e mais vendido em todo o mundo. Foram uma febre na época e vários times, principalmente do futebol ao basquete, usavam os shorts beckenbauer. No Brasil era muito usado, além do esporte, como roupa confortável para ficar em casa tornado-se muito popular, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Na Europa este modelo de short ficou conhecido por esse nome porque, na época, a Adidas patrocinava o jogador alemão Franz Beckenbauer, que acabou virando uma espécie de "garoto-propaganda" do short. Forma lançados também uma chuteira e um modelo de tênis (o da foto lá em cima) com o nome do jogador.
A Adidas sempre soube se valer do marketing esportivo.
a "coqueluche" da década de 80
Esses clássicos eram produzidos em várias cores sendo os mais populares o preto, o azul e o vermelho. As variações eram bem legais, em padrões de estampa que não se encontra mais nos shorts de hoje em dias: alternância de faixas brilhantes e escuras e o clássico listrado, que foi usado inclusive no uniforme da França de 82, como na foto mais pra cima.
o padrão listrado

o padrão com faixas foscas-brilhantes
Não possuiam sunga interna e tinham um pequeno bolso atrás, à direita. Às três listras clássicas da Adidas nas laterais casavam perfeitamente com o visual do short.
o bolsinho atrás e as três listras da Adidas
O tecido era de um nylon mais grosso e resistente do que o nlyon de hoje em dia. O toque era bastante macio e o brilho inigualável.
O short ícone desses shorts é o azul com as listras da Adidas em azul claro.
o tipo mais legal com e sem listras
Hoje em dia são muito raros de se encontrar, especialmente aqui no Brasil. São vendidos em sites de leilão na Europa e nos Estados Unidos a preços altos.
Este tipo de short é muito especial para mim, um sonho de consumo. Então, espero que tanham gostado do post.